Dados do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados, revelam uma redução nos casos de Chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru. As equipes de saúde, sob a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), continuam a trabalhar intensamente, embora o cenário ainda demande esforços significativos para o controle da doença.
O recuo da epidemia é atribuído às ações firmes do COE, que incluem decretos de emergência e calamidade. Tais medidas permitiram o reforço na atenção à saúde, a realização de mutirões de limpeza e a contratação de mais profissionais, além da implementação de vacinas contra a Chikungunya na rede básica de saúde. Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, destacou que a diminuição no número de notificações é um indicativo positivo.
Na última segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas. Destas, 4 pacientes apresentaram sintomas da fase aguda da doença, que se manifesta entre 1 e 14 dias após o início dos sintomas. Além disso, foram identificados 6 casos na fase subaguda, que ocorre entre 15 e 90 dias após a infecção, enquanto não foram registrados pacientes na fase crônica, que se inicia após 90 dias.
A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou encaminhar nenhum paciente para unidades hospitalares, demonstrando uma melhoria no quadro de saúde local. Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 atendeu 82 pessoas e encontrou 3 pacientes com sintomas da doença, mantendo a vigilância constante.
Desde o início das ações de limpeza, até esta terça-feira (5), foram coletadas 250 toneladas de lixo na Reserva Indígena de Dourados. O objetivo é eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da Chikungunya, dengue e zika. Esta força-tarefa envolve a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses, além do Dsei e da Secretaria de Saúde Indígena.
O Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento abrangente com 36 páginas, orienta as ações das equipes e estabelece um conjunto de estratégias fundamentais para lidar com a epidemia. A situação ainda exige um acompanhamento rigoroso para evitar novos surtos da doença nas aldeias e na área urbana de Dourados.
