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PT aponta manobra do Centrão para impedir nomeação de Messias ao STF

O líder do Governo na Câmara, Pedro Uczai, criticou a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, atribuindo a decisão a um acordo político do Centrão visando proteger Daniel Vorcaro e enfraquecer investigações.
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O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), manifestou neste sábado (9) sua indignação com a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Uczai considera que essa rejeição é uma estratégia do ‘Centrão’ para obstruir investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e para atenuar as penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro.

Em sua declaração, Uczai afirmou que a cada dia se torna mais evidente o acordo político elaborado no Congresso para barrar a nomeação de Messias. Segundo ele, essa manobra visa evitar investigações e garantir um aliado de André Mendonça no STF, em troca da diminuição das punições aplicadas aos responsáveis pelos atos que ameaçaram a democracia.

O líder do PT também fez críticas diretas a figuras proeminentes como Davi Alcolumbre (União Brasi-AP), presidente do Senado, e Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à presidência da República. Ele os acusou de estarem envolvidos em articulações que buscam enfraquecer a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os eventos de 8 de janeiro.

Uczai apontou que Ciro Nogueira estava presente em encontros com Alcolumbre e Bolsonaro, onde se discutiam estratégias para neutralizar a CPMI e diminuir a influência de um ministro que, segundo ele, é íntegro e comprometido com as investigações, ao mesmo tempo em que flertam com possíveis aventuras golpistas no futuro.

A nomeação de Messias para o STF foi rejeitada pelo Senado em 29 de abril, com uma votação que registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis. Essa foi a primeira vez em 132 anos que um indicado presidencial ao STF teve sua nomeação vetada, um acontecimento que intensifica a crise institucional entre o Legislativo e o governo Lula, que já perdura há vários meses.