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Presidente do Louvre alerta sobre necessidade urgente de reformas bilionárias

Christophe Leribault, novo presidente do Museu do Louvre, afirmou que a instituição está 'no limite' e precisa de investimentos significativos para renovar suas infraestruturas. Roubo de joias em 2022 destacou falhas de segurança.
Museu do Louvre, em Paris — Foto: Museu do Louvre, em Paris MICHAEL NGUYEN / NUR
Museu do Louvre, em Paris — Foto: Museu do Louvre, em Paris MICHAEL NGUYEN / NUR

O Museu do Louvre enfrenta uma crise significativa, conforme declarado por seu novo presidente, Christophe Leribault, que afirmou que a instituição está "no limite" e necessita de grandes investimentos para renovar suas infraestruturas. Durante uma audiência no Senado francês, Leribault enfatizou que, apesar da grandiosidade do museu e do empenho diário de sua equipe, as condições das instalações estão chegando ao fim de um ciclo.

O alerta se torna ainda mais pertinente após o grande roubo de joias da Coroa ocorrido em 19 de outubro de 2022, que expôs falhas graves na segurança do museu. No ano passado, cerca de nove milhões de visitantes passaram pelas suas salas, evidenciando a importância da segurança e modernização das instalações. "Estamos em uma encruzilhada: as urgências relativas ao edifício se acumulam e enfrentamos uma barreira de investimentos", declarou Leribault.

O presidente do Louvre mencionou também um ambicioso projeto de renovação que será lançado em 2025, com o apoio do presidente francês, Emmanuel Macron. Esta iniciativa inclui a criação de uma nova entrada para o museu e a construção de uma sala subterrânea dedicada à exposição da Mona Lisa, uma das obras mais icônicas da pinacoteca. O investimento necessário para esses dois projetos é estimado em 660 milhões de euros (cerca de R$ 3,88 bilhões), parte de um total que pode chegar a cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,88 bilhões).

Leribault destacou que os 660 milhões de euros necessários devem ser obtidos através de mecenato, ressaltando que cerca da metade desse montante virá da exploração da marca do Louvre em Abu Dhabi, onde foi inaugurada uma sede em 2017. Os demais recursos precisarão ser captados junto a grandes empresas e doadores individuais nos próximos meses.

Além das questões de infraestrutura, a segurança do museu também é uma prioridade. Leribault anunciou a implementação de um novo sistema de vigilância por vídeo, com previsão de início em janeiro de 2027. "Estamos instalando com urgência câmeras adicionais em locais críticos que apresentaram deficiências, mas a criação de uma nova rede com centenas de câmeras requer um reforço da estrutura técnica", explicou o presidente.

O impacto do roubo e os traumas decorrentes dos meses que se seguiram ainda são muito presentes no museu, conforme admitiu Leribault. A situação atual exige uma resposta rápida e eficaz para garantir a segurança e a continuidade das atividades do Louvre, uma das instituições culturais mais importantes do mundo.