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Prefeito de Bandeirantes é implicado em esquema de combustível furtado

Conversas interceptadas por policiais revelam que o combustível furtado em Bandeirantes era negociado com o prefeito Celso Arantes, que teve seu irmão preso no caso.
Vista aérea de Bandeirantes. — Foto: Vista aérea de Bandeirantes. (Divulgação/PM
Vista aérea de Bandeirantes. — Foto: Vista aérea de Bandeirantes. (Divulgação/PM

A polícia de Bandeirantes descobriu um esquema de furto de combustível que envolve o prefeito Celso Arantes, do PSD. Conversas flagradas em um celular indicam que o combustível furtado estava sendo negociado diretamente com o chefe do executivo municipal.

Na quarta-feira, 10 de outubro, o irmão do prefeito e um motorista de transportadora foram detidos após a polícia desvelar um desvio de combustível da empresa que pertence a Arantes. O motorista confessou que não era a primeira vez que ele realizava o descarregamento de combustível na empresa, informando que no dia da operação ele iria descarregar 600 litros, que estavam avaliados a R$ 4 o litro.

Durante a abordagem, os agentes constataram que o imóvel onde o combustível estava sendo descarregado pertencia ao prefeito. Documentos relacionados à transação foram encontrados no local, evidenciando a ligação entre o motorista e Celso Arantes. O motorista foi autuado por furto qualificado, enquanto o mecânico, que também estava presente, foi preso por receptação.

Em seu depoimento, o irmão do prefeito alegou que já havia colaborado com o motorista em outras três ocasiões para descarregar combustível naquele local, mas afirmou que sua função se limitava à mecânica e ao pátio dos caminhões, negando ter conhecimento sobre a forma de pagamento ou as condições da aquisição do combustível.

A defesa do motorista entrou com um pedido de liberdade provisória, apresentando argumentos como a ocupação regular do cliente, seu endereço fixo e bons antecedentes. O caso agora será submetido a uma audiência de custódia.

A investigação teve início durante ações da Deleagro (Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato) e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Os policiais descobriram que não havia notas fiscais para o descarregamento do combustível, indicando irregularidades no processo.