O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) têm laços com várias organizações criminosas de outros países. Especialistas apontam que as duas facções brasileiras têm parcerias com guerrilhas colombianas, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Além disso, o PCC tem parcerias com o Tren de Aragua, uma facção venezuelana, e com o Hezbollah na Tríplice Fronteira. O CV ainda não tem a mesma expansão internacional que o PCC, mas precisa de rotas para abastecer o mercado interno e expandir-se internacionalmente.
As rotas mencionadas são a Rota do Solimões e a Rota Caipira, cujo domínio é buscado pelas duas facções brasileiras. O PCC e o CV têm parcerias com facções de países vizinhos para fins de abastecimento, como o Paraguai, que é um grande fornecedor de maconha, e a Bolívia, Peru e Colômbia, que são os principais produtores de cocaína do mundo.
Na Europa, a máfia calabresa ‘Ndrangheta é a principal aliada do PCC no sul da Itália, além de haver parcerias com subgrupos espanhóis, a Máfia dos Balcãs e a Máfia Albanesa, para distribuição de drogas no mercado europeu. No Oeste da África, as facções brasileiras têm conexões com grupos criminosos na Nigéria, na Guiné e em Angola.
