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Paralisação em Corumbá afeta aulas e professores reivindicam aumento salarial

Em Corumbá, paralisação de professores impacta cerca de 30 escolas, que buscam melhor remuneração e diálogo com a Prefeitura. Mobilização ocorre desde abril e reunião com o Executivo está prevista.
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Nesta terça-feira (05), aproximadamente 30 escolas de Corumbá enfrentaram interrupções nas aulas devido a uma paralisação dos trabalhadores da Educação. Os profissionais, organizados pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), reivindicam melhorias salariais e uma valorização efetiva da categoria no município, localizado no coração do Pantanal.

A paralisação foi anunciada no final de abril, após uma Assembleia Geral realizada no dia 24, onde os educadores expressaram insatisfação com a falta de diálogo por parte do Executivo Municipal. De acordo com informações do portal local Diário Corumbaense Online, apenas uma unidade escolar não aderiu à greve, que resultou na paralisação total de 20 escolas e na interrupção parcial das atividades em outras 10.

Durante a Assembleia Geral, a categoria decidiu, por unanimidade, realizar a paralisação neste dia 5 de maio. Quatro dias após essa deliberação, o Simted foi convocado para uma reunião na Secretaria Municipal de Educação (Semed), onde foi informado que as demandas estavam sendo encaminhadas para a Secretaria de Planejamento e Receita (Seprad). No entanto, a devolutiva dessa secretaria foi de que as questões apresentadas ainda estavam em análise.

O Simted ressaltou que a reposição salarial dos profissionais da educação é um direito garantido por lei. Apesar disso, o Executivo Municipal não se manifestou, desrespeitando os educadores, que são fundamentais para a educação pública na cidade. Os trabalhadores se mobilizaram em frente ao Paço Municipal, localizado no bairro Dom Bosco, na Cidade Branca, reivindicando também o chamado "enquadramento", que implica o reposicionamento de professores ou técnicos em uma nova tabela de salários dentro do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

A paralisação continua, e o Simted emitiu alertas sobre a participação dos servidores, enfatizando que a adesão ao movimento é uma decisão individual. Os gestores escolares não têm autorização para exigir a assinatura de listas que comprovem a participação dos educadores. O sindicato orienta que a comunicação sobre a adesão à greve deve ser feita de forma verbal, sem necessidade de formalização por meio de assinaturas.

O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira, por meio de seu gabinete, anunciou que uma reunião com representantes do Simted está agendada para às 18h desta terça-feira (05). A expectativa é de que a conversa possa trazer avanços nas negociações entre a categoria e o Executivo Municipal.