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Novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama é aprovado pela Anvisa

A Anvisa registra o Inluriyo, indicado para câncer de mama avançado, sem opção de cirurgia. Medicamento é desenvolvido pela Eli Lilly e pode beneficiar milhares de mulheres No Brasil.
Sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. — Foto: Sede da Agência Nacion
Sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. — Foto: Sede da Agência Nacion

A Anvisa anunciou a aprovação do Inluriyo (tosilato de inlunestranto), um novo medicamento oral destinado a adultos com câncer de mama localmente avançado. Essa condição é caracterizada pela impossibilidade de remoção cirúrgica do tumor ou pela presença de metástases. O tratamento é indicado para pacientes que já foram submetidos a terapia endócrina.

O câncer de mama, que se destaca como a neoplasia maligna mais comum entre o público feminino, apresenta características específicas que o tornam alvo do novo medicamento. Os tumores tratados com o Inluriyo são positivos para o receptor de estrogênio (ER+), negativos para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e apresentam mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

O Inluriyo foi desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda. e é utilizado como monoterapia, facilitando a adesão ao tratamento por meio da administração oral. Essa inovação pode trazer um avanço significativo no tratamento de um tipo de câncer que, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é responsável por um grande número de casos no país.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 73.610 novos casos de câncer de mama, o que representa 30,1% do total de diagnósticos de câncer em mulheres. A aprovação do Inluriyo pela Anvisa é um passo importante no enfrentamento dessa doença, que afeta uma parcela significativa da população feminina no país.

Com a introdução desse novo medicamento, espera-se que o tratamento de mulheres diagnosticadas com câncer de mama avançado ganhe uma nova possibilidade terapêutica, ampliando as opções disponíveis e melhorando a qualidade de vida das pacientes que enfrentam essa condição.