A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subiu para 4,86%. Esta marca representa um aumento de 0,36% em relação à meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 3%, com uma margem de erro de 1,5% para mais ou para menos. Assim, o valor atual do IPCA se encontra acima do teto permitido para esse indicador.
Os dados foram divulgados no Boletim Focus pelo Banco Central nesta segunda-feira (27). A principal razão para essa elevação nas expectativas de inflação é o conflito no Oriente Médio, que tem impactado os preços dos combustíveis.
Em março, a inflação oficial ficou em 0,88%, um aumento em comparação aos 0,7% registrados em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,14%, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para os anos seguintes, o Focus apresenta previsões que indicam que a inflação deve fechar em 4,0% em 2027, 3,6% em 2028 e 3,5% em 2029.
Além da alta na inflação, o Boletim Focus também apontou uma leve queda nas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e a cotação do dólar. Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB foi revisada de 1,86% para 1,85%. Em contraste, o Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central estima um crescimento de 1,6%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta uma alta de 2,33%.
As previsões para o PIB em 2027 permanecem em 1,80%, e para 2028 e 2029 os índices foram mantidos em 2%.

