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Mauro Campbell Marques critica salário de R$ 140 mil e pede remuneração condizente com trabalho

O ministro do STJ, Mauro Campbell Marques, afirmou que sua remuneração não reflete a carga de trabalho no Judiciário e criticou os limites salariais impostos pelo Supremo Tribunal Federal. Ele destacou que, em abril, seus vencimentos chegaram a R$ 141 mil, superando o teto constitucional.
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O ministro e corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, expressou sua insatisfação com a remuneração que recebe no sistema Judiciário, afirmando que o salário não condiz com a quantidade de processos que julga e sua intensa carga de trabalho. Em abril, por exemplo, seus vencimentos somaram R$ 141 mil, incluindo salário, indenizações e benefícios, conforme informações disponíveis no Portal da Transparência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Durante uma entrevista ao canal STF em foco, Campbell foi questionado sobre a recente decisão de eliminar o auxílio-alimentação para a classe. Ele revelou que, ao longo dos últimos dezoito anos, julgou aproximadamente 130 mil recursos e, por isso, acredita que sua remuneração deveria ser proporcional ao volume de trabalho que realiza.

O ministro afirmou: "Eu não tenho a remuneração à altura dos milhares de processos que eu julgo no Superior Tribunal de Justiça. Desafio um juiz fora do Brasil que tenha se aproximado a essa cifra. Não invejo, não sei se julguei bem todos os 130 mil processos, não. Mas me esmerei o que pude. E deveria, sim, receber um salário à altura do que eu trabalho pelo país".

Atualmente, o salário de Mauro Campbell é superior ao teto constitucional, que é de R$ 46.300, estabelecido para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa quantia elevada é viabilizada por meio da adição de “penduricalhos” do sistema Judiciário, que permitem pagamentos de auxílios e benefícios que vão além dos salários.

Entretanto, essa prática foi restringida pelo Supremo no início deste ano, que estabeleceu que a soma dos benefícios não pode ultrapassar 35% do subsídio dos magistrados, respeitando o teto constitucional. Essa mudança ocorreu após investigações que levantaram suspeitas sobre práticas inadequadas no Judiciário.

Recentemente, Campbell TAMBÉM comentou sobre a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná em relação a um desembargador investigado, afirmando que não há provas de corrupção e criticando a abordagem corporativa da OAB-PR. A presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), desembargadora Lídia Maejima, já havia solicitado o arquivamento de pedidos de investigação contra o desembargador Jorge, que está sendo analisada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).