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Mato Grosso do Sul registra 21 mortes por chikungunya e supera 12,8 mil casos prováveis em 2026

O boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul revela que o Estado contabiliza 21 óbitos pela chikungunya e mais de 12 mil casos prováveis da doença até a 20ª semana epidemiológica de 2026.
Boletim da SES também aponta 5.126 casos prováveis de dengue e mais de 223 mil d
Boletim da SES também aponta 5.126 casos prováveis de dengue e mais de 223 mil d

Mato Grosso do Sul enfrenta uma grave situação de saúde pública, com a confirmação de 21 mortes por chikungunya e 12.811 casos prováveis da doença até a 20ª semana epidemiológica de 2026, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta sexta-feira (29). Dentre os casos confirmados, 6.360 foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Os óbitos ocorreram em diversos municípios, incluindo Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam comorbidades, o que agrava a situação de saúde desses indivíduos.

Além dos dados alarmantes sobre a chikungunya, o boletim também destaca a preocupação com a saúde de gestantes, que já somam 80 confirmações da doença. Outras duas mortes nesse grupo permanecem sob investigação, evidenciando a urgência de monitoramento e cuidado com essa população vulnerável.

No que diz respeito à dengue, o Estado contabiliza 5.126 casos prováveis, sendo 1.077 confirmados. Até o momento, não foram registrados óbitos pela dengue, e não há mortes em investigação relacionadas à doença. Ladário, nos últimos 14 dias, apresentou média de incidência de casos confirmados.

A vacinação contra a dengue também recebeu atualização no boletim, com um total de 223.322 doses já aplicadas na população-alvo em Mato Grosso do Sul. O Estado recebeu 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, destacando os esforços para combater a propagação da doença.

Diante dos números apresentados, a SES ressalta a importância da continuidade das ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Medidas como a eliminação de criadouros, a limpeza de quintais e o descarte correto de recipientes são essenciais para reduzir a circulação dessas doenças.