Mato Grosso do Sul vive um aumento significativo de casos de chikungunya, contabilizando, até o momento, 12.841 casos prováveis da doença em 2026. Desses, 6.845 foram confirmados através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados foram apresentados no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última segunda-feira (1º).
O relatório também informa que 21 mortes relacionadas à chikungunya foram confirmadas no Estado. Os falecimentos ocorreram em diversos municípios, incluindo Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre os que perderam a vida, 12 apresentavam comorbidades, o que pode agravar a situação clínica de quem contrai a doença.
Adicionalmente, o boletim aponta que 83 gestantes foram diagnosticadas com chikungunya neste ano. As autoridades de saúde também estão investigando dois óbitos suspeitos associados à doença.
No que diz respeito à dengue, Mato Grosso do Sul registrou 5.134 casos prováveis em 2026, com 1.184 confirmações laboratoriais ou clínicas até o momento. Apesar do número elevado de notificações, nenhuma morte por dengue foi confirmada até agora, embora dois óbitos suspeitos estejam sob investigação pela Secretaria de Saúde.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá apresentaram uma baixa incidência de casos confirmados de dengue, indicando uma possível estabilização na propagação da doença.
A campanha de vacinação contra a dengue continua em andamento no Estado, com 223.322 doses já aplicadas entre o público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. Até o presente momento, o Estado recebeu 241.030 doses da vacina, o que representa uma cobertura significativa entre a população apta à imunização.
