O cenário internacional de 2023 tem sido marcado por conflitos econômicos e bélicos, além do endurecimento das políticas comerciais dos Estados Unidos, que retoma medidas protecionistas conhecidas como tarifaço. Apesar desse contexto, os dados oficiais indicam que Mato Grosso do Sul (MS) não sofreu impactos significativos na sua balança comercial durante o primeiro trimestre do ano. O estado registrou um aumento nas transações comerciais com pelo menos nove países, incluindo Holanda, Iraque, Japão, Índia, Tailândia, Chile, Vietnã, Turquia e Egito, além dos Estados Unidos, que continuam sendo um ponto central nas turbulências globais. A China permanece como o principal destino das exportações estaduais.
Entre os países que mais contribuíram para a balança comercial de MS, os Estados Unidos se destacaram com um aumento de 3,5% em sua participação comparado ao mesmo período em 2025. O Vietnã também apresentou crescimento, com variação de 1,1%. O setor agropecuário segue como o motor das exportações de Mato Grosso do Sul, com as commodities sendo a base desse comércio internacional, embora sua valorização esteja sujeita a oscilações de mercado.
Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) revelam que, mesmo em um ambiente de instabilidade geopolítica e medidas comerciais restritivas adotadas por grandes economias, MS conseguiu abrir novas oportunidades de vendas. Os principais parceiros comerciais do estado neste ano incluem EUA (8,58%), Países Baixos (4,35%) e Itália (3,0%). Apesar do crescimento nas exportações para os EUA, a Itália também se destacou, embora o volume total exportado tenha caído em mercados importantes, como a América Central e Caribe (-0,3%), Oceania (-1,9%), América do Norte (-8,5%), Ásia (Exclusive Oriente Médio) (-12,1%), Europa (-13,5%) e Oriente Médio (-43,8%).
Em comparação ao mesmo período do ano anterior, Mato Grosso do Sul experimentou uma redução de 0,4% no volume exportado, totalizando US$ 2.551.606.240 neste primeiro trimestre, em contraste com os US$ 2.561.432.926 registrados em 2025. Essa situação reflete um cenário nacional que, embora desafiador, é um pouco mais favorável em termos de volume de exportações. De acordo com o secretário da Semadesc, Artur Falcette, este resultado é resultado da pressão sobre os preços das commodities e da elevada oferta global, que têm dificultado o crescimento do valor exportado, mesmo com o aumento do volume embarcado.
Atualmente, a economia de Mato Grosso do Sul representa 3,2% das exportações totais do Brasil, posicionando-se como o 10º estado no ranking nacional em termos de comércio exterior.

