Durante o ano eleitoral, o presidente Lula tem concentrado suas atividades no Sudeste, realizando um total de 55 deslocamentos desde o início de janeiro até a última sexta-feira, dia 29. Essa região, que abriga os três maiores colégios eleitorais do Brasil, é estratégica para a campanha, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro liderando o número de viagens do presidente.
Dentre as viagens, Lula se deslocou para o Estado de São Paulo em nove oportunidades, seguido de Minas Gerais, onde esteve quatro vezes, e do Rio de Janeiro, com seis visitas. Essa intensa agenda no Sudeste reflete a importância política dessas localidades para o atual governo e suas pretensões eleitorais.
Por outro lado, a região Sul ficou praticamente de fora da rota presidencial, com Lula realizando apenas um deslocamento para Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 20 de janeiro. Após essa única visita, o presidente deixou o estado sem realizar outras atividades na região. No Centro-Oeste, Lula também não teve uma presença significativa, com apenas duas viagens, uma para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e outra para Anápolis, em Goiás, ambas ocorrendo em março.
No Nordeste, Lula esteve presente em oito ocasiões, sendo que metade dessas viagens ocorreu na Bahia, um reduto histórico do Partido dos Trabalhadores. Em contraste, a região Norte recebeu a visita do presidente apenas na última terça-feira, dia 26, quando esteve em Manaus, no Amazonas.
A agenda de Lula também inclui questões de política externa, onde se observou uma certa hesitação em relação a encontros com líderes internacionais, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Relatos indicam que Lula demonstrou receio em se encontrar com Trump, especialmente após o adiamento de uma visita programada para março, o que gerou especulações sobre possíveis constrangimentos durante a reunião na Casa Branca.
Além disso, a diplomacia brasileira, que já foi amplamente elogiada, parece agora estar a serviço de um governo que enfrenta desafios em sua comunicação e articulação internacional. A situação é complexa, visto que o presidente tenta controlar a narrativa sobre suas interações no cenário global, especialmente em um contexto eleitoral em que cada movimento é observado de perto.
