O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um pronunciamento no último sábado (30), expressou preocupações sobre a privatização da BR Distribuidora, atualmente conhecida como Vibra Energia. Segundo Lula, a venda da ex-subsidiária da Petrobras compromete a capacidade do governo em controlar os preços dos combustíveis, especialmente em um momento de flutuação dos valores devido aos conflitos no Oriente Médio. "O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar os preços", afirmou.
Lula destacou que o Brasil foi pioneiro em tentar mitigar os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, que tem sido afetada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, que tem enfrentado bloqueios desde o início das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. Ele reiterou a falta de controle sobre os preços dos combustíveis, mesmo após a implementação de medidas de subvenção para diesel e gasolina, anunciadas nas semanas anteriores.
O presidente TAMBÉM criticou as tentativas de privatização da Petrobras realizadas em administrações passadas, reafirmando a sua crença de que a Petrobras deveria permanecer sob controle estatal. "Eu sempre acho que a Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?", questionou.
Recentemente, na quinta-feira (28), a Petrobras anunciou um aumento no preço da gasolina após 122 dias sem reajustes. O valor do litro subiu em R$ 0,48, mas com a adesão ao programa de subvenção do governo, o aumento efetivo será de apenas 1,5% para as distribuidoras, uma vez que haverá um desconto de R$ 0,44 por litro. Essa manobra visa minimizar o impacto sobre os consumidores em meio à instabilidade de preços no mercado internacional.
Essas declarações de Lula ocorrem em um contexto onde o governo busca implementar estratégias para controlar os preços e proteger o consumidor, refletindo a complexidade da situação econômica atual e os desafios impostos pela dinâmica do mercado de combustíveis.
