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Líder do PCC, Gerson Palermo, é detido na Bolívia após seis anos foragido

Gerson Palermo, chefão do PCC, foi preso pela Polícia Federal na Bolívia, onde estava escondido desde 2020. Ele foi condenado a mais de 100 anos de prisão e é acusado pelo sequestro da própria filha.
Foto: Gerson Palermo estava foragido desde 2020 e foi capturado nesta terça-feir
Foto: Gerson Palermo estava foragido desde 2020 e foi capturado nesta terça-feir

O narcotraficante Gerson Palermo, considerado um dos principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi capturado pela Polícia Federal (PF) na Bolívia nesta terça-feira, 26. Desde 2020, ele estava foragido, após ter sido beneficiado com a prisão domiciliar em decorrência da pandemia de Covid-19. Naquele período, Palermo utilizava uma tornozeleira eletrônica.

Entretanto, o equipamento de monitoramento foi quebrado, e ele entrou para a lista dos mais procurados do Brasil. A PF suspeitava que o chefão do PCC tivesse se refugiado na Bolívia, uma vez que possuía uma residência em Corumbá, cidade brasileira na fronteira com o país vizinho.

Além de sua fuga, Gerson Palermo é alvo de investigações relacionadas ao sequestro de sua própria filha, ocorrido em outubro do ano passado, em Campo Grande. O crime teria sido motivado pelo desaparecimento de 100 mil dólares, que pertenciam ao narcotraficante.

Recentemente, a primeira audiência de instrução e julgamento do caso foi realizada na Capital, onde o sequestro gerou grande repercussão na mídia local e levantou questões sobre a segurança e a atuação de organizações criminosas na região.

Palermo, que já havia sido condenado a mais de 100 anos de prisão por diversos crimes, agora enfrenta novas acusações que podem agravar ainda mais sua situação jurídica.