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Líder de golpe do falso advogado permanece presa, enquanto três cúmplices são libertados

A Justiça manteve a prisão de Paula Raquel Campiteli, principal suspeita de liderar um esquema de estelionato, enquanto outros três investigados foram soltos com restrições em Nova Andradina. O golpe causou prejuízo superior a R$ 68 mil.
Foto: Paula Raquel Campiteli - Foto: Arquivo/Jornal da Nova
Foto: Paula Raquel Campiteli - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

A Justiça decidiu pela manutenção da prisão de Paula Raquel Campiteli, apontada como a mentora do golpe conhecido como "falso advogado". A medida ocorre em um processo que investiga um grupo criminoso denunciado pelo Ministério Público por estelionato qualificado e associação criminosa. Em contrapartida, os outros três envolvidos, Alexandro dos Santos de Sá, Maicon Willian da Silva Santos e Marcos Daniel de Souza Silva, foram libertados, mas sob imposição de medidas cautelares.

Entre as condições impostas à liberdade dos três réus estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, e o recolhimento domiciliar noturno aos finais de semana e feriados, das 19h às 6h. Além disso, eles deverão usar tornozeleira eletrônica por um período de 90 dias, quando a situação será reavaliada.

De acordo com os autos do processo, Paula Raquel Campiteli exerceu um papel central na organização criminosa, coordenando as atividades do grupo, indicando contas bancárias para o recebimento de valores e gerenciando a divisão dos lucros. Os outros três investigados tinham funções específicas: um atuava como responsável pela parte financeira, outro ocultava parte do dinheiro obtido e o terceiro fornecia contas para movimentação dos recursos ilícitos.

Um dos casos mais relevantes da denúncia envolve uma vítima de 64 anos, que foi enganada ao acreditar que estava se comunicando com seu advogado. Sob a justificativa de que precisava realizar o pagamento de custas processuais, a vítima acabou transferindo valores aos golpistas. O prejuízo total foi estimado em R$ 68.589,21, que só foi percebido quando a vítima contatou o verdadeiro advogado, levando à formalização da ocorrência policial.

O grupo foi detido durante investigações conduzidas pela Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, onde parte do montante foi recuperado, além da apreensão de celulares, joias e outros bens sem comprovação de origem. A decisão mais recente da Justiça mantém Paula Raquel presa, enquanto os demais investigados foram soltos com as restrições mencionadas.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul formalizou a denúncia contra os envolvidos, acusando-os de estelionato qualificado, especialmente na modalidade eletrônica, e associação criminosa. Além da responsabilização penal, foi pedido um valor mínimo de indenização à vítima, considerando os prejuízos sofridos.