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Leila Pereira alfineta Bap sobre shows no Maracanã

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, provocou Luiz Eduardo Baptista, do Flamengo, questionando se o clube carioca está priorizando shows em vez do futebol no Maracanã. A troca de farpas entre os dirigentes intensifica a rivalidade entre os clubes.
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A rivalidade entre Palmeiras e Flamengo, dois dos clubes mais vitoriosos do futebol brasileiro, se intensificou com uma troca de provocações entre suas lideranças. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, ironizou Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, presidente do Flamengo, em relação à utilização do Maracanã para shows. Durante um podcast inédito na TV Palmeiras, acessado pela ESPN, Leila comentou sobre a recente notícia de que o Maracanã, que é administrado pelo Flamengo e pelo Fluminense, firmou contrato com uma empresa para a realização de shows no estádio.

"Vi na imprensa que fecharam com uma empresa para que haja shows no Maracanã. Poxa, será que o Flamengo está querendo largar futebol e vai virar casa de espetáculo?", questionou Leila, sugerindo ainda que Bap considerasse a adoção de gramado sintético, fazendo alusão ao campo do Allianz Parque, que ela classifica como "espetacular".

A declaração de Leila foi uma resposta a críticas feitas por Bap na semana anterior, quando ele se posicionou contra o uso de gramados sintéticos por clubes da elite do futebol nacional. Bap destacou que o Allianz Parque também abriga shows, além das partidas do Palmeiras, e argumentou que o gramado sintético deve ser utilizado apenas em situações onde o campo natural não é viável.

"Gente, o campo de plástico é uma forma de você poder manter o futebol vivo em países que passam 8 ou 9 meses por ano debaixo de gelo. Não é só ter um custo de manutenção menor, é para ganhar dinheiro com show. Quem quer ganhar dinheiro com show tem que mudar de segmento, vai fazer show. Quem quer ganhar dinheiro com futebol, quer o futebol forte do Brasil, deveria defender o campo natural de grama", afirmou Bap em sua crítica.

Bap também comentou que a discussão sobre o gramado sintético não deveria ser uma polêmica, já que sua utilização poderia desvalorizar as competições. "Ou você tem uma liga de primeiro mundo com campos de grama, ou você não vai ter uma liga de primeiro mundo, porque a gente fica tentando criar subterfúgios e penduricalhos aqui e acolá", disse ele.

Por fim, o presidente do Flamengo enfatizou que sua posição sobre o assunto é clara, mas que o clube não possui autoridade para decidir a questão do tipo de gramado a ser utilizado. "Se pudesse, já teria feito. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF".