A Justiça da Itália decidiu, mais uma vez, autorizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, agora em função de sua condenação por porte ilegal de arma de fogo. A ex-parlamentar, que já havia sido alvo de um pedido de extradição anterior relacionado a um caso de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ainda pode recorrer dessa nova decisão.
A defesa de Zambelli, representada pelo advogado Fábio Pagnozzi, já contestou a autorização anterior e aguarda a avaliação do recurso pela Corte de Cassação, que é a instância máxima responsável por esse tipo de análise. Pagnozzi considera a decisão sobre a extradição atual como “sem sentido”.
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A palavra final sobre a extradição caberá ao governo italiano, especificamente ao Ministério da Justiça da Itália, após o esgotamento das instâncias judiciais. Vale destacar que mesmo que um dos pedidos de extradição seja negado, a validação de um dos casos já é suficiente para permitir o envio de Zambelli ao Brasil.
A ex-deputada foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido a sua participação na invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, em conjunto COM o hacker Walter Delgatti Neto. Este último alegou ter sido contratado por Zambelli para realizar essa invasão e inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após essa condenação, Zambelli deixou o Brasil e acabou sendo detida na Itália, durante uma operação que envolveu a Polícia Federal e autoridades italianas. Além disso, ela foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em um incidente que ocorreu em São Paulo, onde perseguiu um homem armado após uma discussão política, próximo às eleições de 2022.