O advogado-geral da União, Jorge Messias, está prestes a ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal nesta quarta-feira (29). O evento ocorre 160 dias após sua indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar o cargo deixado pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Este período de espera é o maior já registrado para um indicado presidencial ao STF, superando o anterior, que pertencia a André Mendonça, com 142 dias de espera.
Em contraste, o ministro Luiz Fux, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2011, aguardou apenas seis dias para ser sabatinado. A sabatina de Messias No Senado é crucial e requer sua aprovação por maioria simples na CCJ, o que significa obter 14 votos favoráveis. Após essa etapa, ele precisará contar com pelo menos 41 votos entre os 81 senadores no plenário.
Os votos para ambas as etapas serão secretos, o que torna o cenário político ainda mais intrigante. Atualmente, a bancada governista acredita que Messias deverá conseguir, no mínimo, 45 votos no plenário, quantidade considerada suficiente para sua aprovação como novo ministro do STF.
Por outro lado, a oposição está mobilizada para tentar barrar a nomeação de Messias, prevendo a possibilidade de rejeição de sua candidatura. Além da sabatina de Messias, a CCJ do Senado também ouvirá, na mesma sessão, Margareth Rodrigues Costa, indicada para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), e Tarcijany Linhares Aguiar Machado, proposta para chefiar a Defensoria Pública da União (DPU).

