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Janja relata assédio e manifesta apoio a Damares Alves diante de ataques

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, revelou ter sido vítima de assédio em compromissos oficiais. Em entrevista, ela expressou solidariedade à senadora Damares Alves, atacada nas redes sociais.
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A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, popularmente chamada de Janja, revelou em uma entrevista realizada nesta segunda-feira (13) que sofreu assédio durante eventos públicos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A conversa foi conduzida pelos jornalistas Fernando Canzian e Daniela Lima, do programa Frente a Frente, vinculado aos jornais UOL e Folha de S.Paulo.

Janja declarou: "Eu fui assediada como primeira-dama. Não falei porque eu não quis. Falei na hora que eu achei que eu tinha que falar". A primeira-dama destacou também o caso de assédio enfrentado pela ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, enfatizando seu apoio incondicional à colega desde o início do ocorrido. "Não preciso tomar uma decisão de que eu vou apoiar uma mulher que tá passando por isso. Eu simplesmente apoio", afirmou.

Em um desdobramento de suas declarações, Janja prestou solidariedade à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que tem sido alvo de ataques nas redes sociais por parte de perfis de direita. Ela ressaltou: "Eu presto total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela. A questão da violência contra a mulher e a misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista".

Durante a entrevista, a primeira-dama também abordou a questão da igualdade de gênero no legislativo. Janja defendeu uma distribuição equitativa das cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, afirmando: "Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres". Em sua visão, é necessário criar duas listas de candidatos, cada uma dedicada a um gênero específico.

As declarações de Janja refletem um compromisso em combater a violência de gênero e promover a igualdade no espaço político, reafirmando a importância de apoiar todas as mulheres, independentemente de suas ideologias.

A primeira-dama concluiu suas considerações enfatizando a urgência de ações concretas para garantir um ambiente mais seguro e igualitário para todas as mulheres no Brasil.