Israel compartilhou com os Estados Unidos detalhes sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. A informação foi divulgada na quinta-feira (9) e indica um novo e "específico" complô que estaria sendo elaborado por Teerã. O alerta surge em um contexto de crescente tensão entre os dois países, intensificada por recentes ataques que reacenderam o temor de um conflito mais amplo.
Washington estava ciente de um "fluxo constante" de informações que sugeriam a possibilidade de ameaças à segurança de Trump, mas o aviso enviado por Israel foi considerado inédito, dado que se referia a um plano concreto. A CNN, que divulgou a informação, citou fontes anônimas que estão a par da situação.
As tensões entre os EUA e o Irã aumentaram significativamente desde a ordem de assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, em janeiro de 2020, durante o mandato de Trump. Desde então, Teerã tem prometido vingança, o que elevou a preocupação sobre a segurança do ex-presidente.
A Agência France-Presse (AFP) procurou a Casa Branca para obter comentários sobre o alerta de Israel. Um funcionário do governo, que não foi identificado, apenas reiterou declarações recentes de Trump. O ex-presidente mencionou a possibilidade de estar na lista de alvos, afirmando: "Eles querem acabar com o líder dos Estados Unidos, eu. Estou em qualquer lista. Hoje de manhã vi que estou em cada uma das listas deles".
Durante a viagem de retorno da Turquia, Trump utilizou um antigo modelo do Air Force One, o que gerou especulações sobre a segurança. De acordo com o jornal The New York Times, a mudança de aeronave foi solicitada pelo Serviço Secreto dos EUA como uma medida de precaução. Esta decisão ocorreu após a primeira viagem internacional do novo avião, adquirido como presente do Catar, e levantou questões sobre a segurança do ex-presidente em meio a essas ameaças.
