Na última segunda-feira (8), o Irã apontou os Estados Unidos como responsáveis diretos pelas recentes violações do cessar-fogo no Oriente Médio, alertando sobre o risco de intensificação dos conflitos na região. Em coletiva de imprensa, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, enfatizou que os esforços diplomáticos do ministro Abbas Araghchi serão mantidos para informar a comunidade internacional sobre a situação alarmante resultante das ações de EUA e Israel.
Baghaei afirmou que os eventos recentes são consequência de violações da Carta das Nações Unidas, perpetradas por Israel e pelos EUA. Ele destacou que o Irã tem demonstrado “considerável moderação” ante as alegadas transgressões da trégua e que Washington é responsável por descumprimentos do cessar-fogo no Líbano. O porta-voz também indicou que declarações de autoridades americanas sobre os ataques israelenses sugerem que os EUA reconhecem que a trégua libanesa integra um acordo mais abrangente.
Além disso, Baghaei ressaltou que os ativos financeiros iranianos bloqueados e possíveis indenizações pelos danos causados pela guerra serão abordados em futuras negociações. Ele advertiu que não haverá “tolerância nem complacência” na defesa desses direitos. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista à NBC que não discutirá a questão.
Aumentando o tom das advertências, o deputado Esmail Kowsari, que integra a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, declarou que, se todo o potencial do chamado Eixo da Resistência for mobilizado, Israel “não terá capacidade de resistir”.
Uma fonte militar consultada pela agência Tasnim News também mencionou que o Irã está preparado para um confronto prolongado com Israel e para atacar interesses americanos na região. Essa fonte afirmou que Teerã intensificará a pressão sobre Israel, sublinhando que os EUA não poderão se distanciar da responsabilidade pelas ações de seu aliado.
