Um outdoor instalado em Balneário Camboriú (SC) no final de maio, com a imagem de um homem de cueca e a frase "não estamos vendendo cueca", foi alvo de uma notificação da prefeitura que exigiu sua retirada em até 24 horas. O fotógrafo responsável pela peça publicitária, Eberson Theodoro, afirmou que essa ação representa um ato de censura. O pedido para a remoção do outdoor foi protocolado pelo vereador Alessandro Teco, do partido Democracia Cristã.
A repercussão nas redes sociais foi intensa, com diversas críticas ao outdoor. Um internauta questionou quantas pessoas de bem seriam expostas ao conteúdo, afirmando que a esquerda estaria impondo esse tipo de mensagem. Outro comentário destacou a hipocrisia da situação, sugerindo que se a imagem fosse de uma mulher de lingerie, não haveria censura.
Eberson Theodoro explicou que a imagem do outdoor apresenta o modelo e bailarino Marcos Vinícius, fotografado em seu estúdio em Joinville. O fotógrafo revelou que a ideia do outdoor estava sendo desenvolvida há anos e foi inspirada em campanhas de marcas como Calvin Klein e Mash.
A legislação municipal de Balneário Camboriú, aprovada em 2023, proíbe a veiculação de outdoors com conteúdo considerado pornográfico ou sexualmente explícito. Essa medida alterou o Código de Normas e Instalações Municipais, vetando imagens, textos ou mensagens que sejam inadequadas para exibição em espaços públicos.
O vereador Kaká Fernandes, do PL, autor da proposta, esclareceu que a nova lei não visa restringir propagandas de moda íntima ou praia, como cuecas, lingeries, biquínis e sungas. O objetivo da norma é proteger crianças e adolescentes da exposição a conteúdos adultos, promovendo um ambiente urbano mais adequado para as famílias.
Até o momento, não houve retorno do vereador Alessandro Teco, que solicitou a retirada do outdoor, sobre a repercussão do caso. A situação ressalta a tensão entre liberdade de expressão e as normas estabelecidas para a preservação de um ambiente familiar na cidade.
