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Irã afirma ter abatido drone dos EUA e avisa sobre possíveis retaliações

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou a derrubada de um drone americano no Golfo Pérsico, em meio a tensões com Washington. O país advertiu que violações do cessar-fogo terão resposta imediata.
Líder da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em comunicado sobre o cessar-fogo
Líder da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em comunicado sobre o cessar-fogo

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã declarou nesta terça-feira (26) que atuou contra a invasão de aeronaves militares dos Estados Unidos no espaço aéreo iraniano, resultando na derrubada de um drone MQ-9. Esta ação ocorre em um contexto de crescente tensão entre Teerã e Washington, mesmo com um cessar-fogo em vigor na região do Golfo Pérsico.

Em um comunicado oficial, a IRGC acusou o "exército terrorista dos Estados Unidos" de continuar com suas "aventuras intervencionistas" e "comportamentos agressivos" na área. De acordo com a nota, a defesa aérea iraniana conseguiu abater o drone após um "monitoramento preciso de inteligência". Além disso, a Guarda Revolucionária afirmou ter disparado contra um drone RQ-4 e um caça F-35, obrigando essas aeronaves a se afastarem do espaço territorial do Irã.

Até o momento, não houve confirmação por parte de Washington sobre as alegações de perda de drones ou sobre a aproximação do F-35. A IRGC também fez um alerta de que qualquer violação do cessar-fogo por parte dos EUA resultará em uma resposta "legítima e certa" por parte do Irã.

Na noite de segunda-feira (25), o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou ter realizado ataques de "autodefesa" contra alvos situados no sul do Irã, incluindo plataformas de lançamento de mísseis e embarcações que poderiam espalhar minas marítimas. Segundo os Estados Unidos, essa ação teve como objetivo proteger suas tropas de ameaças iranianas, utilizando "força moderada" em respeito à trégua estabelecida.

Em um pronunciamento anterior, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, destacou que os EUA não terão mais "um refúgio seguro" para suas bases militares no Oriente Médio, além de afirmar que Washington está perdendo influência na região.