Edemar Santos Souza, de 32 anos, foi condenado a 23 anos e 5 meses de prisão pelo feminicídio de Doralice da Silva, de 42 anos. O crime ocorreu em junho de 2025, na cidade de Maracaju, situada a aproximadamente 160 quilômetros de Campo Grande. O julgamento aconteceu durante esta semana no Tribunal do Júri, onde a autoria e a materialidade do crime foram confirmadas.
O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que alegou que o assassinato foi realizado com um recurso que dificultou a defesa da vítima, fator que contribuiu para o aumento da pena. A Justiça determinou que Edemar cumprirá a pena em regime fechado e decidiu pela execução provisória da condenação, mantendo o réu detido.
O feminicídio ocorreu na noite de 20 de junho de 2025, na residência de Doralice, localizada na Rua dos Pereiras, na Vila Juquita. De acordo com as investigações, o casal teve uma discussão motivada por ciúmes, que culminou na tragédia. Durante o interrogatório, Edemar confessou ter cometido o crime após observar Doralice chegando em casa de motocicleta, seguida por um carro.
O delegado Pedro Paiva, responsável pela investigação, relatou que inicialmente Edemar negou a autoria do crime, atribuindo a responsabilidade a outra pessoa. Contudo, diante das evidências coletadas pela Polícia Civil, ele acabou admitindo a culpa. Em seu depoimento, o réu afirmou ter questionado Doralice sobre um possível envolvimento com o homem do carro. Após receber uma resposta afirmativa, ele agrediu a companheira com um soco, derrubando-a antes de atacá-la com uma faca.
Durante o julgamento, ficou evidente que Edemar desferiu múltiplos golpes, principalmente na região do pescoço, e continuou a agredi-la mesmo após ela ter sido gravemente ferida. Após o crime, ele tentou limpar a cena, recolhendo seus pertences e deixando o local empurrando uma carriola em direção ao Bairro Nenê Fernandes. Posteriormente, indicou à polícia onde havia escondido as roupas utilizadas no assassinato e a faca.
A Justiça também levou em consideração as consequências do crime ao fixar a pena. Doralice deixou duas filhas, que na época tinham 9 e 16 anos, e ficaram sem a mãe devido ao feminicídio.
