Na última sexta-feira (29), o Governo Federal intensificou suas críticas após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em uma nota oficial, o Palácio do Planalto enfatizou que o Brasil não aceitará interferências externas na sua política de combate ao Crime Organizado, reafirmando que a soberania nacional é "inegociável".
O texto do governo também direcionou críticas a membros da família Bolsonaro, acusados de buscar apoio internacional para pressionar as instituições brasileiras. O comunicado ressalta que "a segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos".
Além de condenar a classificação dos grupos criminosos, o governo brasileiro argumentou que, embora o PCC e o CV provoquem terror em várias regiões do país, suas ações estão motivadas financeiramente pelo tráfico de drogas e armas, em contraste com o terrorismo internacional, que possui caráter ideológico, político ou religioso.
"A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança", pode-se ler em um trecho da nota.
O governo também destacou que o Brasil mantém uma longa tradição de cooperação com vários países no combate ao Crime Organizado, incluindo os Estados Unidos. Em abril de 2023, o Brasil apresentou uma proposta ao Departamento de Estado americano para ampliar a troca de informações, combater a lavagem de dinheiro e controlar o tráfico internacional de armas.
O termo "falsos patriotas" foi utilizado na nota oficial, onde o Governo Lula elevou o tom contra a família Bolsonaro. As reuniões em Washington contaram com a presença do jornalista Paulo Figueiredo, que revelou que um dos pedidos ao governo americano foi a reinstauração da Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
