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Paraguai busca dobrar PIB em uma década com plano da UIP

A União Industrial Paraguaia (UIP) anunciou um ambicioso projeto para duplicar o Produto Interno Bruto (PIB) do país nos próximos dez anos, durante encontro com o Grupo Ric.
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A União Industrial Paraguaia (UIP) apresentou um plano audacioso que visa dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai nos próximos dez anos. O projeto, denominado "2x" ou "Por Dois", foi revelado pelo presidente da UIP, Enrique Duarte, durante uma reunião com representantes do Grupo Ric, realizada na sede da entidade.

A UIP, uma das associações empresariais mais antigas do Paraguai, foi fundada em 1936, logo após o término da Guerra do Chaco. Desde a sua criação, a entidade tem desempenhado um papel importante na reconstrução e fortalecimento da indústria local, especialmente nos últimos anos, quando se observou um aumento significativo da presença de empresas estrangeiras, em especial do Brasil.

O encontro também contou com a participação do diretor executivo da Ric Record Regional Oeste, Pedro Andrade, que apresentou o projeto "Paraguai Muito Além da Fronteira". Essa iniciativa é direcionada à ampliação das relações econômicas e institucionais entre o Brasil e o Paraguai, visando aumentar a cooperação entre os dois países.

Enrique Duarte destacou que o Paraguai enfrenta desafios históricos que dificultam um crescimento econômico sustentável. Entre os principais obstáculos, ele mencionou a insegurança jurídica, a corrupção, a complexidade das regras fiscais e a informalidade que ainda persiste na economia.

De acordo com Duarte, a informalidade é um dos principais problemas que o país tem enfrentado. Nos anos 1980, mais de 80% da população economicamente ativa estava inserida na informalidade, enquanto atualmente essa taxa é de aproximadamente 21%. O presidente da UIP enfatizou a importância de continuar trabalhando para melhorar essa situação nos próximos anos.

"Os problemas institucionais são comuns em todo o mundo, existem em todos os lugares, não conheço quem diga que temos 100% de institucionalidade. Por exemplo, falávamos da informalidade, hoje a taxa é baixa, 21%, mas entendemos e queremos melhorar nos próximos anos", afirmou Duarte.