O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou a esperança do Governo Federal de que a proposta para eliminar a Escala 6 x 1 seja votada no Senado antes do início do recesso parlamentar, programado para ocorrer entre 18 e 31 de julho. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa JR entrevista, exibido pela RECORD TV, na noite de quarta-feira (1º).
Durigan destacou que, apesar das dificuldades relacionadas à agenda do Congresso, a relevância do tema e o amadurecimento do debate no país tornam o momento propício para que o Senado aprove a mudança. "Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6×1", afirmou o ministro.
O ministro também argumentou que a atual situação econômica do Brasil justifica a mudança no modelo de trabalho, ressaltando que a maioria da população já se adaptou ao regime de trabalho 5 x 2. Ele afirmou que o modelo 6 x 1 afeta desproporcionalmente trabalhadores em situação vulnerável, incluindo aqueles com menor remuneração, mulheres e pessoas negras, que muitas vezes não têm tempo para se capacitar.
Durante a mesma audiência pública no Senado, que contou com a participação de representantes de centrais sindicais e empresários dos setores de comércio, transporte e indústria, surgiram opiniões divergentes sobre a questão. Enquanto os empresários defendem que a jornada de trabalho deve ser estabelecida através de negociações diretas entre empregadores e empregados, senadores da oposição apoiam a mudança legislativa.
Os representantes sindicais argumentaram que o fim da Escala 6 x 1 teria um impacto econômico reduzido, comparable ao aumento do salário mínimo, e que a redução da carga horária é essencial para que os trabalhadores possam passar mais tempo com suas famílias. Durigan reforçou que, mesmo com a mudança, os trabalhadores continuariam a ser cobrados por sua eficiência e produtividade, não necessariamente diminuindo sua carga de trabalho.
"O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante", concluiu Durigan.
