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Exército confirma que duas armas de Bolsonaro não foram entregues

O Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que, apesar da entrega de seis armas de fogo em nome de Jair Bolsonaro, duas permaneceram sob sua guarda. A defesa do ex-presidente afirmou que todos os armamentos estão armazenados nas instalações do Exército.
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Nesta segunda-feira (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) um total de seis armas de fogo pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, duas dessas armas não foram entregues, conforme informado pelo BPE.

A entrega das armas estava prevista em uma decisão do ministro Moraes, que também assinou o Certificado de Registro (CR) do ex-presidente como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A defesa de Bolsonaro, por sua vez, alegou que todas as armas do ex-mandatário estão devidamente guardadas nas instalações do Exército.

Entre as armas que deveriam ter sido entregues estão pistolas das marcas Taurus, Glock, SIG Sauer e Caracal, além de carabinas e fuzis de calibres 5.56 e 7.62 e espingardas de calibre 12. As únicas exceções à lista de Moraes são duas pistolas da marca Caracal, que já haviam sido encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) anteriormente.

Moraes ressaltou que qualquer descumprimento das regras estabelecidas pode influenciar na continuidade da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, o que implicaria em um possível retorno do ex-presidente à prisão.

A entrega das armas ocorre em um contexto delicado, após a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, que foi encontrada com Estácio Leite da Silva Filho, segurança do ex-presidente. Este incidente aconteceu no dia 16 de junho, quando o segurança foi abordado durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal e, ao não apresentar a documentação do armamento, teve a pistola apreendida.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou Estácio Leite, mas isentou Bolsonaro de qualquer responsabilidade relacionada ao caso. O ex-presidente justificou que a arma estava sendo levada para manutenção.