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Flávio Bolsonaro será ouvido pela PF em inquérito de calúnia contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal ouça Flávio Bolsonaro Em até dez dias sobre calúnia a Luiz Inácio Lula da Silva. O caso envolve uma publicação do senador associando Lula a Nicolás Maduro.
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O episódio que originou o inquérito ocorreu em janeiro deste ano, quando Flávio Bolsonaro publicou, no mesmo dia em que Maduro foi preso em uma operação militar dos Estados Unidos, que Lula seria “delatado”. O parlamentar fez menções a “tráfico internacional de drogas e armas” e a “lavagem de dinheiro” em seu post.

Diante das acusações, a Polícia Federal solicitou a apuração contra o senador, alegando que a postagem imputou a Lula “fatos criminosos”. A investigação foi formalmente aberta por Moraes em abril. A defesa de Flávio Bolsonaro argumentou que o inquérito representava uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e o exercício do mandato parlamentar.

Ao longo do inquérito, a defesa solicitou a oitiva de nove pessoas, incluindo Lula, o senador Sergio Moro (PL-PR), o marqueteiro João Santana, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, e um procurador dos Estados Unidos. Todas as solicitações foram negadas por Alexandre de Moraes, que considerou que as diligências pedidas pela defesa poderiam resultar em “direcionamento” e “interferência” na investigação, afirmando que não cabe ao investigado determinar o andamento do inquérito.