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Excesso de Peso Afeta 33% das Crianças em Mato Grosso do Sul

Dados revelam que 33 a cada 100 crianças de 0 a 9 anos Em Mato Grosso do Sul têm excesso de peso, segundo o Panorama Obesidade Infantil. Situação se mantém estável há 11 anos, com exceção do início da pandemia.
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No Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de outubro, dados do Panorama Obesidade Infantil, extraídos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), foram divulgados, revelando que 33 a cada 100 crianças de 0 a 9 anos sob acompanhamento na rede pública de saúde de Mato Grosso do Sul apresentam excesso de peso. Essa estatística abrange casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave, refletindo um cenário que se alinha ao índice nacional.

Ao considerar uma faixa etária mais ampla, que engloba pessoas de 0 a 19 anos, os dados se mantêm consistentes. O levantamento, que é parcial e abrange informações até 2025, demonstra que, nos últimos 11 anos, o índice de Obesidade Infantil no estado permaneceu estável, exceto por um aumento observado no primeiro ano da pandemia de covid-19.

Para abordar e prevenir a Obesidade Infantil, é fundamental que as crianças sejam levadas a consultas regulares nas unidades básicas de saúde, onde o crescimento e o desenvolvimento podem ser monitorados. Profissionais de saúde, ao aferirem peso e altura, conseguem identificar o excesso de peso e determinar o grau de obesidade, o que possibilita o início de intervenções que incluem cuidados alimentares e, em alguns casos, acompanhamento psicológico.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul prioriza a questão do sobrepeso através do Programa Saúde na Escola (PSE), que visa promover uma alimentação saudável e incentivar a prática de atividades físicas. Além disso, a SES atua por meio da Caisan (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional), estabelecendo metas focadas na promoção de uma alimentação adequada e na Segurança Alimentar e nutricional no estado.

Anderson Holsbach, gerente de Alimentação e Nutrição da SES, enfatiza a importância da participação familiar nesse processo. Ele ressalta que a família desempenha um papel crucial ao levar as crianças regularmente às unidades de saúde, permitindo o monitoramento do crescimento e desenvolvimento e a identificação precoce de alterações no estado nutricional. Quanto mais cedo essas questões forem detectadas, maiores serão as chances de implementar mudanças que beneficiem a saúde das crianças.

Holsbach também alerta para os desafios do ambiente atual, que frequentemente dificulta a adoção de hábitos saudáveis. O aumento no acesso a alimentos ultraprocessados, o encarecimento de alimentos in natura e minimamente processados, além de um estilo de vida cada vez mais sedentário, são fatores que contribuem para o que se denomina ambiente obesogênico, propício ao desenvolvimento da Obesidade Infantil.