Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Federal executou buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília, com o objetivo de apreender armas, munição e documentos de registro. A informação foi confirmada pela defesa de Bolsonaro e pela própria Polícia Federal.
O mandado de BUSCA e APREENSÃO foi autorizado pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi rápida, com duração inferior a uma hora, e, segundo os agentes, não resultou na localização de armamentos.
A medida foi determinada após o ministro ter concedido um prazo de 48 horas para que Bolsonaro entregasse suas armas, condição imposta para a manutenção de sua prisão domiciliar. Entre os itens que não foram entregues ao Exército, consta uma espingarda e uma pistola. A defesa do ex-presidente informou que a espingarda está em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, sob a responsabilidade de uma empresa importadora de materiais bélicos, que teria presenteado Bolsonaro, mas o item nunca foi retirado.
Quanto à pistola, a defesa esclareceu que se trata de uma Glock que foi apreendida com um ex-segurança de Bolsonaro durante uma blitz no Distrito Federal. O advogado João Henrique de Freitas, que representa Bolsonaro, manifestou seu descontentamento com a situação: “É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”.
Além das buscas, Moraes também cassou o certificado de registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente já havia enviado um ofício ao ministro explicando sobre o paradeiro das armas não entregues, mas isso não impediu a execução do mandado.
Em 2022, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso conhecido como a trama golpista. Após uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir pena em regime domiciliar. Esse benefício se encerraria após 90 dias, mas foi renovado por Moraes, desde que o arsenal de Bolsonaro fosse entregue.
