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Estudo avaliará a saúde dos rios de Bonito, referência em ecoturismo

Uma pesquisa coordenada pela professora Alexeia Barufatti, da UFGD, irá monitorar a qualidade dos rios de Bonito, no Mato Grosso do Sul, entre 2026 e 2028. O projeto busca identificar a influência das atividades humanas nos ecossistemas aquáticos da região.
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Os rios de Bonito, reconhecidos mundialmente pela clareza de suas águas, serão alvo de um monitoramento científico que avalia a qualidade da água e a presença de poluentes, como microplásticos e metais. Esta iniciativa tem o objetivo de entender os impactos das atividades humanas sobre os ecossistemas aquáticos e fornecer informações que ajudem na conservação ambiental e na gestão dos recursos hídricos na região.

O projeto, intitulado "Monitoramento e avaliação da integridade ambiental em ecossistemas aquáticos em Bonito, no Estado de Mato Grosso do Sul", será coordenado pela professora Alexeia Barufatti, da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). A pesquisa terá duração de dois anos, com início previsto para o segundo semestre de 2026, e contará com oito campanhas de campo.

Serão monitorados 20 pontos nos rios Formoso, Prata, Mutum e Mimoso, além dos córregos Bonito, Formosinho, Saladeiro, Taquara, Piquitito, Laudejá, Olária e Pitangueiras. A escolha desses locais foi feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bonito, considerando a presença de nascentes, áreas com influência de atividades humanas e proximidade de estações de tratamento de esgoto.

Os pesquisadores analisarão, além dos parâmetros físico-químicos da água, a presença de metais e metaloides, a ecotoxicidade, o uso e a ocupação do solo, bem como contaminantes emergentes e microplásticos. Também serão avaliados possíveis danos genéticos em peixes, permitindo uma visão mais ampla da integridade ambiental dos ecossistemas.

Alexeia Barufatti destaca que Bonito depende da qualidade de seus recursos hídricos, afirmando que a identidade e a economia da cidade estão intimamente ligadas à pureza de suas águas. Para isso, dados científicos sobre a situação dos rios serão essenciais para a preservação desse patrimônio natural.

A execução do projeto envolverá a colaboração de quatro instituições de ensino superior, cada uma contribuindo com sua expertise. A UFGD será responsável pela coordenação e pela avaliação dos dados sob as perspectivas da ecotoxicologia e da genotoxicidade. A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) realizará estudos focados em toxicologia ambiental e avaliação de risco de substâncias. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) cuidará das análises de química analítica, enquanto a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) ficará encarregada das análises de metais.