O primeiro turno das eleições gerais ocorrerá no dia 4 de outubro, e a contagem regressiva já começou. Menos de três meses separam os eleitores e candidatos do pleito, que exige atenção às normas da Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, além das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir das próximas semanas, diversas datas relevantes começam a mobilizar a sociedade em torno do processo eleitoral.
As convenções partidárias têm autorização para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto. Essas reuniões são essenciais para que os candidatos sejam aprovados pelas legendas e possam disputar as vagas nas eleições de outubro. Após a aprovação, o registro das candidaturas deve ser feito na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Outro aspecto importante é o voto em trânsito, que terá seu prazo de solicitação aberto em 20 de julho. Este recurso permite que eleitores votem fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição. Aqueles que estiverem em outra cidade, mas dentro do mesmo estado, poderão votar para presidente da República, governador e deputados federal, estadual e distrital. Para quem estiver em outro estado, a votação será limitada apenas ao cargo de presidente. O voto em trânsito estará disponível em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores, e o prazo também se aplica a pessoas com deficiência que desejarem mudar o local de votação.
A propaganda eleitoral nas ruas começará no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão realizar carreatas e passeatas entre 8h e 22h, respeitando uma distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas. Comícios poderão ocorrer entre 8h e meia-noite, e anúncios pagos na imprensa escrita e na internet estarão liberados a partir dessa data. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.
No primeiro turno, os eleitores irão às urnas para escolher deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno, caso necessário, está agendado para 25 de outubro e pode ocorrer nas disputas para os cargos de governador e presidente. O retorno às urnas será necessário se nenhum dos candidatos alcançar mais de 50% dos votos válidos, desconsiderando os votos em branco e nulos, no primeiro turno.
