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Discussão sobre terceirização na saúde de Campo Grande deve ser retomada após eleições

Em reunião na Câmara Municipal, secretários de Saúde e de Governo abordaram a possível terceirização de unidades de saúde, mas afirmaram que a pauta será adiada até o término da campanha eleitoral.
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Na manhã do dia 14, a Câmara Municipal de Campo Grande recebeu uma reunião entre vereadores e os secretários municipais de Saúde, Marcelo Vilela, e de Governo, Ulisses Rocha. O encontro teve como pauta a possibilidade de terceirização da gestão de unidades de urgência e emergência, além do abastecimento de medicamentos na rede pública de saúde. Após o término da reunião, Marcelo Vilela declarou que a discussão sobre a terceirização está encerrada por enquanto, devido à proximidade das eleições. Ele mencionou a importância de continuar buscando melhorias na assistência à população, com iniciativas que já são aplicadas em outras regiões do Brasil.

A proposta de terceirização, que já havia sido apresentada pela prefeitura à Câmara, enfrentou forte oposição e foi rejeitada pela maioria dos vereadores. Ulisses Rocha, no entanto, deixou claro que a administração não abandonou a ideia. "Apesar do estigma que a terceirização possui, ela ainda é uma opção considerada pela gestão", afirmou Rocha, sem fornecer detalhes sobre quais modelos de outras cidades estão sob análise.

O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, conhecido como Papy, do PSDB, criticou a falta de diálogo entre a prefeita Adriane Lopes, do PP, e os parlamentares, apontando que essa ausência contribuiu para a rejeição da proposta. A preocupação com a qualidade do atendimento na rede pública permanece, com Vilela destacando que a prefeitura planeja realizar reformas e adquirir novos equipamentos para as unidades de saúde. Essas ações têm previsão de início nos próximos meses e devem ser concluídas até o final do ano. O secretário reforçou que essas melhorias são necessárias para atender às exigências do Ministério da Saúde, visando o recebimento de recursos.

Durante a reunião, também foi discutido o abastecimento de medicamentos. Ulisses Rocha comentou sobre um possível boicote em algumas unidades, mas servidores relataram situações opostas. Ele informou que a Secretaria Municipal de Saúde e a Controladoria Municipal estão investigando os casos. Uma sindicância já está em andamento e poderá resultar em um processo administrativo disciplinar.

Um documento apresentado na reunião revelou que 27,57% dos medicamentos que o município deve fornecer estão com os estoques zerados. No total, faltam 67 dos 243 medicamentos listados, sendo que 52 estão com entregas pendentes dos fornecedores e 15 necessitam de novos processos de compra. A lista não especificou quais medicamentos estão em falta.