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Direita e esquerda reagem à morte de Brigitte Bardot

Direita e esquerda reagem à morte de Brigitte Bardot

Políticos de direita e da esquerda na França reagiram de forma divergente à morte de Brigitte Bardot, o que gerou debate sobre a possibilidade da realização de uma homenagem nacional ao legado da atriz. Bardot morreu aos 91 anos em Saint-Tropez, no sul da França, e a causa da morte não foi divulgada oficialmente.

Ela foi um ícone do cinema nas décadas de 1950 e 1960 e abandonou a carreira artística nos anos 1970 para se dedicar à defesa dos direitos dos animais. Políticos ligados ao partido de direita Reunião Nacional defenderam a realização de uma homenagem nacional para a atriz, destacando o papel de Bardot como símbolo cultural da França.

O deputado Éric Ciotti, presidente da legenda União das Direitas pela República, fez um apelo público ao presidente Emmanuel Macron para que o governo francês organize uma homenagem nacional a Bardot. Na esquerda, membros do Partido Socialista da França reconheceram a relevância artística de Bardot para o país, mas questionaram a realização de uma homenagem nacional ao legado da atriz.

O primeiro-secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, afirmou que homenagens nacionais costumam ser reservadas a personalidades que prestaram “serviços excepcionais à Nação” e mencionou as controvérsias associadas às posições públicas de Bardot fora do cinema. Uma jornalista que era próxima de Bardot afirmou que ela não desejava cerimônias solenes nem protocolos de Estado após sua morte, preferindo uma despedida discreta e íntima.