As pré-campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, têm encontrado desafios significativos na formação de palanques para a disputa pelo governo de Minas Gerais. Este estado é considerado um dos mais importantes para as eleições presidenciais de outubro, devido ao seu histórico eleitoral que, desde 1998, mostra que o candidato que conquista o maior número de votos entre os 16 milhões de eleitores mineiros, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, geralmente vence a corrida pelo Palácio do Planato.
Lula enfrenta dificuldades após a recusa do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, que era o candidato preferido do PT. Pacheco anunciou que não concorrerá ao governo de Minas e deixará a vida política ao fim de seu mandato. Sem essa opção, o ex-presidente busca alternativas e considera que o próprio Partido dos Trabalhadores deve lançar um candidato para a disputa.
Entre os nomes cogitados está Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Contudo, informações indicam que o deputado federal Patrus Ananias estaria se tornando a opção preferida do diretório nacional do PT. Até o momento, Patrus não recebeu uma convocação oficial de Lula, que planeja se reunir com o parlamentar em breve para discutir a possibilidade de sua candidatura.
Marília Campos, por sua vez, sugere que o PT busque alianças políticas, como com o MDB, para se fortalecer na disputa e competir em pé de igualdade com qualquer candidato apoiado pelo PL.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro TAMBÉM espera por definições entre seus aliados para delinear sua estratégia eleitoral. O Partido Liberal considera a possibilidade de indicar Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, como candidato ao governo. A expectativa é que, mesmo com a divisão dos votos da direita entre Medioli e o deputado Cleitinho Azevedo, isso possa beneficiar Flávio, que contaria com dois palanques fortes, um em Grande Belo Horizonte e outro no interior do estado.
Além das candidaturas do PT e do PL, outros nomes estão em pauta, como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT, e Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal da capital mineira, que TAMBÉM são considerados possíveis candidatos à governadoria.
