A edição de 2026 da Copa do Mundo se destaca por romper com tradições, já que pela primeira vez na história, os dois maiores campeões do torneio, Brasil e Alemanha, não estão entre as oito melhores seleções. A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final após perder para a Noruega por 2 a 1, enquanto a Alemanha foi derrotada nos 16 avos de final, empatando com o Paraguai em 1 a 1 e perdendo nos pênaltis.
Com essa eliminação, a Seleção Brasileira amarga sua segunda saída nas oitavas em toda a história das Copas. A última vez que isso aconteceu foi em 1990, quando o Brasil perdeu para a Argentina. A Noruega, com a presença marcante de Haaland, conseguiu avançar, colocando o Brasil de volta para casa mais cedo.
Historicamente, o Brasil participou do top 8 em 19 edições, enquanto a Alemanha fez parte desse seleto grupo em 17 oportunidades. A Copa de 2026, que é a 23ª edição do torneio, foi a primeira em que ambas as seleções ficaram de fora ao mesmo tempo. Em outras edições, uma das duas seleções esteve presente, mas nunca as duas deixaram o torneio simultaneamente.
O retrospecto das Copas do Mundo mostra que, ao longo dos anos, o Brasil e a Alemanha alternaram entre boas e más campanhas. Desde 1930, em diversas edições, o Brasil sempre se destacou, enquanto a Alemanha também teve momentos de glória. A última vez que o Brasil conquistou o título foi em 2002, e desde então, suas eliminações em fases decisivas têm sido majoritariamente contra seleções europeias.
Desde o pentacampeonato em 2002, a Seleção Brasileira não conseguiu vencer uma equipe europeia em partidas de mata-mata na Copa. As eliminações recentes ocorreram contra a França em 2006, Holanda em 2010, Alemanha em 2014, Bélgica em 2018, Croácia em 2022, e agora a Noruega em 2026.
Com a eliminação, a Seleção Brasileira cai pela terceira vez consecutiva na quinta partida do Mundial. Em 2018 e 2022, essa fase correspondia às quartas de final, mas, com a expansão do torneio para 48 seleções, a nova estrutura trouxe uma fase adicional, levando a Seleção a encerrar sua participação nas oitavas. O técnico Carlo Ancelotti, que teve seu contrato renovado até 2030, comentou que a eliminação representa o início de um novo ciclo, dando espaço para a construção de uma nova equipe visando o próximo Mundial.
