O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso de polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, para fins estéticos ou reparadores. A medida foi anunciada na última sexta-feira, dia 29, três dias após a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, moradora de Jardim, no Mato Grosso do Sul.
Roseli viajou a São Paulo para realizar um procedimento de remodelação nos glúteos e nas coxas no dia 25. Embora estivesse programada para continuar a cirurgia no dia seguinte, ela faleceu na recepção da clínica na terça-feira, dia 26.
A médica que atendeu Roseli afirmou em depoimento que o PMMA é seguro e que a regulamentação permitia a aplicação de até 300 ml do produto em cada procedimento. No entanto, na vítima, foram utilizados 240 ml do material.
Previamente, o CFM havia solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma proibição do uso do PMMA. Esse gel, que é um tipo de plástico, é utilizado tanto na medicina quanto na indústria, e a Anvisa recomenda que a dosagem aplicada seja a mínima necessária para a correção de irregularidades.
A resolução que proíbe o uso do PMMA será divulgada no início da próxima semana, juntamente com uma coletiva de imprensa do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo. A única exceção à nova regra será para pacientes com HIV/Aids que necessitem de tratamento para lipodistrofia.
