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Classificação do PCC e CV como terroristas é apoiada pela maioria dos brasileiros

Levantamento revela que 53% da população considera positiva a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. Apenas 33% desaprovam a medida.
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Um recente levantamento realizado pelo Instituto PoderData indica que a maioria da população brasileira apoia a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A pesquisa, divulgada na quarta-feira (3), mostra que 53% dos entrevistados acreditam que essa posição do governo Trump é benéfica para o Brasil, enquanto 33% consideram a medida negativa. Outros 14% dos participantes não souberam opinar sobre o assunto.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 30 de maio e 1º de junho, abrangendo todos os estados do Brasil e contando com a participação de 2.500 pessoas. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

No dia 28 de junho, Os Estados Unidos decidiram classificar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras, em uma ação que visa combater o narcoterrorismo, uma das principais prioridades da Administração Trump. Em declaração, o secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou que ambas as facções são responsáveis por atos de violência em várias regiões do Brasil e que sua designação como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança nacional.

Rubio destacou que a administração continuará utilizando todos os recursos disponíveis para combater o financiamento e os recursos destinados a narcoterroristas, enfatizando a gravidade da situação enfrentada pelo país em relação a essas organizações criminosas.

Em resposta a essa classificação, o Palácio do Planalto defendeu que as ações do PCC e do CV, embora provoquem terror, são impulsionadas principalmente por interesses financeiros relacionados ao tráfico de drogas e armas. O governo brasileiro argumenta que essa motivação é distinta do terrorismo internacional, que frequentemente possui um caráter ideológico, político ou religioso.

A nota oficial do Executivo afirmou que a soberania nacional é um aspecto inegociável e que o Brasil rejeita qualquer tipo de interferência externa em seus assuntos internos. O governo salientou que a definição e o combate ao crime devem ser realizados pelos brasileiros, por meio de suas instituições, leis e forças de segurança.