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Cidade do Panamá implementa rastreadores em doações humanitárias à Venezuela

O prefeito Mayer Mizeachi anunciou que rastreadores foram colocados nas doações enviadas à Venezuela após os terremotos de junho. A medida busca garantir que a ajuda chegue ao destino correto.

O prefeito da Cidade do Panamá, Mayer Mizeachi, comunicou em suas redes sociais no dia 30 de junho a implementação de rastreadores nas doações de ajuda humanitária destinadas à Venezuela, em resposta aos devastadores terremotos que atingiram a região. No vídeo divulgado, Mizeachi mostra a localização de dois rastreadores do tipo AirTag, um deles posicionado em Maturín, a 531 km da área mais afetada, que é La Guaira.

A ação do prefeito visa proporcionar segurança aos voluntários que contribuíram com as doações, assegurando que a ajuda chegue efetivamente ao povo venezuelano. "O mínimo que podia fazer era garantir para todos, com um pouquinho de tecnologia, que efetivamente suas doações chegaram à Venezuela", afirmou Mayer Mizeachi em sua declaração.

Os rastreadores correspondem a 40 toneladas da ajuda que está sendo enviada, e o prefeito também anunciou que mais doações estão programadas para os próximos dias. Em um comunicado feito no último domingo (5), Mizeachi informou que foram enviadas mais 17 toneladas de assistência, agradecendo o apoio do governo federal e da iniciativa privada na mobilização de recursos.

A situação na Venezuela se agrava, com um novo boletim do governo local, divulgado no domingo (5), atualizando o número de mortos para 3.342 e informando que mais de 16.700 pessoas ficaram feridas em decorrência dos terremotos ocorridos no dia 24 de junho. O cemitério La Esperanza, em La Guaira, o estado mais afetado, já sepultou mais de 150 corpos não identificados em valas individuais.

Cada sepultamento é marcado por um pequeno buquê de flores e uma cruz branca, acompanhada de uma placa que indica "Identificação especial" e a data do falecimento, que remete ao dia da tragédia. Antes da atualização, o Ministério das Comunicações da Venezuela havia registrado 2.954 mortes e 16.592 feridos, o que representa um aumento de 388 vítimas fatais no novo balanço.

Os tremores, que foram de grande magnitude, provocaram o colapso de edifícios em Caracas e causaram destruição significativa no estado de La Guaira, onde os moradores ainda procuram por seus entes queridos soterrados sob os escombros.