A China divulgou um documento expondo ambições semelhantes às dos Estados Unidos na América Latina. O plano informa que Pequim busca expandir sua relação em todas as frentes com países do continente.
Entre os pontos está a expansão das atividades do regime de Xi Jinping no comércio e investimentos na ciência e tecnologia. O gigante asiático também renovou seu interesse político na América Latina e Caribe, com uma crescente participação em setores estratégicos como o militar, espacial e na área de inteligência artificial.
O documento citou importantes fóruns regionais como meios de manter sua influência, incluindo a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. A China defende um distanciamento do dólar nas relações comerciais com países da América Latina e destacou o interesse em promover transações em moedas locais.
O documento também menciona uma série de mecanismos de financiamento, incluindo os títulos panda para financiar projetos do regime de Xi na América Latina. O novo plano estratégico chinês destacou investimentos em petróleo e gás, bem como projetos de infraestrutura, a indústria manufatureira na América Latina e a agricultura como áreas em que Pequim seguirá interessado nos próximos anos.
