Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, expressou sua indignação nas redes sociais nesta quarta-feira (20) após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não se pronunciar sobre os áudios vazados do senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República. Nos áudios, Flávio solicita apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. Quando questionada sobre como a crise poderia afetar a campanha do enteado, Michelle preferiu não comentar e recomendou que a pergunta fosse direcionada a Flávio.
Durante o evento de lançamento da candidatura de Maria Amélia à Câmara dos Deputados, realizado em Brasília (DF), Michelle afirmou: "(Sobre) Flávio, você tem que perguntar pra ele". Essa resposta gerou reações nas redes, especialmente de Carlos Bolsonaro, que publicou uma mensagem no X no dia seguinte, interpretada por seus aliados como uma crítica ao silêncio da ex-primeira-dama e às movimentações internas do grupo bolsonarista.
Na postagem, Carlos declarou: "Não apoiar com afinco o único candidato que pode vencer o filho da organização, aquele que o Presidente, preso político, torturado e censurado, @jairbolsonaro apontou há mais de 5 meses, é de uma desonestidade sem tamanho com todos. É mais uma demonstração de puro ódio ao Brasil e ao próprio país".
A mensagem foi um desabafo sobre a situação política e as relações familiares dentro do grupo. Carlos enfatizou a necessidade de apoio ao candidato indicado por Jair Bolsonaro, destacando a importância da unidade em um momento eleitoral delicado.
Além disso, o evento em que Michelle se pronunciou também causou repercussão por outro motivo. A ex-primeira-dama fez uma declaração que chamou a atenção ao se referir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "irmão em Cristo". Essa declaração se deu após Moraes autorizar a visita de um cabeleireiro a Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
Michelle comentou: "Nosso ministro. Vou profetizar aqui, porque Deus transformou Saulo em Paulo. Nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro, e ele [Bolsonaro] está com aquele cabelinho cortadinho, jogadinho, aqueles olhos azuis brilhando". Essa fala gerou desconforto entre os presentes, evidenciando a complexidade das relações políticas e pessoais no contexto atual.
