A introdução de patinetes elétricos compartilhados em Campo Grande representa uma nova alternativa de transporte ecológico na cidade. Desde o início da fase de testes, que teve início há dois dias, foram criados pelo menos 200 pontos de estacionamento e recarga em quatro bairros. Porém, uma observação feita na última quarta-feira (9) revelou que um dos pontos estava alocado em uma área destinada a pessoas com deficiência e a idosos, o que gerou preocupações sobre a acessibilidade.
A presença dos patinetes em locais impróprios pode dificultar o uso das vagas por cadeirantes e usuários de veículos adaptados, visto que a abertura das portas dos carros pode atingir os patinetes, impedindo o acesso adequado. A Agência Municipal de Trânsito (AGETRAN) informou que a escolha dos locais de estacionamento foi feita pela empresa JET e que, por se tratar de um projeto experimental, o monitoramento desses pontos está em andamento.
Após a observação feita pela reportagem, a AGETRAN confirmou que o local de estacionamento dos patinetes foi alterado para desobstruir a vaga prioritária em frente ao Belma Fidalgo. A nota enviada pela AGETRAN destacou que situações que possam comprometer a acessibilidade estão sendo avaliadas, com o intuito de realizar ajustes necessários. A agência enfatizou que o período de testes visa identificar e corrigir problemas, garantindo que a operação respeite as normas de mobilidade urbana.
Além disso, a empresa JET anunciou planos de expandir a operação, com a expectativa de aumentar o número de patinetes disponíveis para 400 até o final da semana. Os usuários poderão alugar os patinetes por hora ou por minuto, com valores de R$0,99, R$0,33 e R$0,59, conforme o tempo de uso. O gerente da empresa também explicou que os pontos de estacionamento estão localizados principalmente ao longo das ciclovias, garantindo a segurança dos usuários.
A AGETRAN, em conjunto com a JET, planeja oferecer a Escola de Pilotagem, um evento gratuito e aberto ao público, onde os interessados poderão aprender a utilizar os patinetes e se adaptarem a esse novo meio de transporte. Durante o período de testes, a AGETRAN realizará um monitoramento detalhado da operação, analisando o uso dos equipamentos, a demanda, o comportamento dos usuários e os impactos na mobilidade urbana.
