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Campo Grande ganhará hospital para cirurgias de pé torto em 2027

A cidade de Campo Grande terá um novo hospital focado em cirurgias eletivas para crianças e adolescentes com deficiência. A unidade, que começará a funcionar em janeiro de 2027, visa atender a demanda crescente por cirurgias de correção de pé torto congênito.
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Em Campo Grande, 287 crianças aguardam por cirurgias de correção de pé torto congênito, condição que pode comprometer seriamente a qualidade de vida dos pacientes. O primeiro Hospital da Criança e do Adolescente com Deficiência de Mato Grosso do Sul, inaugurado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no dia 2 de novembro, pretende reduzir essa fila. A nova unidade, situada na Rua São Miguel, nº 149, na Vila Progresso, será a primeira do Estado dedicada exclusivamente a cirurgias eletivas para este público.

A expectativa é que o hospital inicie suas atividades em janeiro de 2027, após a aquisição dos equipamentos necessários. O coordenador técnico da Apae, Leonardo Moreira Leal, ressaltou que a prioridade será reduzir a espera por cirurgias de pé torto, que requerem atendimento em tempo hábil para evitar sequelas permanentes. "Nos últimos seis meses, contabilizamos 287 crianças aguardando essa cirurgia. Já a fila total na ortopedia pediátrica ultrapassa 600 pacientes", afirmou.

O tratamento para a condição de pé torto começa antes da cirurgia, com a aplicação de gessos seriados, e continua no pós-operatório com novas etapas de imobilização e reabilitação. Leonardo destacou que, se a cirurgia não for realizada até os quatro anos de idade, o problema se torna irreversível, já que a formação óssea se completa e o pé não consegue voltar à posição correta. Quando realizado no tempo certo, o tratamento permite que a criança tenha uma vida normal, evitando a dependência de cadeira de rodas.

Inicialmente, o hospital focará em cirurgias ortopédicas, mas a intenção é expandir os serviços para outras especialidades, como correção de fissura labiopalatina, oftalmologia pediátrica e cirurgias de hérnia. Leonardo observou que ainda são necessários equipamentos para que a unidade inicie os atendimentos. Um investimento de R$ 1 milhão será direcionado para a compra desses materiais.

Durante a entrega do prédio, o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil) afirmou que o hospital preenche uma lacuna histórica na rede pública de saúde. Ele destacou que, atualmente, muitas cirurgias são agendadas, mas frequentemente são adiadas por causa de emergências, o que gera dificuldades para as famílias que precisam de um novo agendamento.

Com a obra concluída, a Apae agora busca recursos para equipar completamente a unidade e iniciar os atendimentos no começo do próximo ano. O custo total da obra é estimado em R$ 14 milhões, dos quais R$ 8 milhões já foram garantidos por emendas do deputado Geraldo Resende, restando R$ 6 milhões para finalizar o projeto e equipar o hospital.