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Acordo garante recuperação ambiental em fazenda de Mato Grosso do Sul

Ministério Público firma Termo de Ajustamento de Conduta para restaurar Áreas Degradadas em propriedade rural, após investigação de danos ambientais. Recursos serão destinados à Associação dos Catadores de Ponta Porã.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formalizou um acordo para a recuperação de Áreas Degradadas em uma propriedade rural situada entre os municípios de Ponta Porã e Aral Moreira. A medida, que resulta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), encerra uma investigação que teve início em 2019, após a abertura de um inquérito civil. A apuração identificou graves infrações ambientais, como desmatamento ilegal, queimadas em áreas protegidas, intervenções irregulares em corpos d'água e armazenamento inadequado de madeira nativa, afetando significativamente o bioma da Mata Atlântica e os recursos hídricos da região.

As irregularidades foram detectadas em ações de fiscalização realizadas pela Polícia Militar Ambiental (PMA) e pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Durante as vistorias, foram emitidos diversos autos de infração ambiental, resultando na aplicação de multas que totalizam mais de R$ 300 mil. As penalidades foram aplicadas devido a ações como a supressão de vegetação nativa sem autorização, queimadas ilegais e danos a Áreas de Preservação Permanente (APP) e à reserva legal, em desacordo com as normas ambientais.

O TAC estabelece várias obrigações de recuperação ambiental, com ênfase na recomposição das áreas afetadas. Entre os compromissos previstos estão a elaboração e execução de Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (Prada), isolamento das áreas impactadas para permitir a regeneração natural, replantio da vegetação nativa em APP e reserva legal, além da retirada de gado e controle de espécies exóticas invasoras.

Além disso, o acordo determina a regularização ambiental da propriedade, que inclui a atualização no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a implementação de um monitoramento técnico contínuo. Relatórios periódicos deverão ser apresentados aos órgãos competentes para avaliação e fiscalização.

Como parte da compensação pelos danos causados, o TAC prevê a destinação de R$ 300 mil, a serem pagos em parcelas anuais, à Associação dos Catadores de Resíduos Sólidos de Ponta Porã (Ascars). Esses recursos têm como objetivo fortalecer a gestão de Resíduos Sólidos no município, promovendo a inclusão social e melhorando as condições de trabalho dos catadores, além de trazer benefícios diretos para a comunidade.

O cumprimento das obrigações estabelecidas no TAC será supervisionado pelo MPMS, em colaboração com o Imasul e a Polícia Militar Ambiental, que serão responsáveis por fiscalizar a execução das medidas, realizar vistorias técnicas e analisar os relatórios apresentados. O acordo também prevê penalidades para o descumprimento, incluindo novas multas e a possibilidade de ações judiciais.