A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, e a madrinha do filho da vítima, Maria do Carmo dos Santos, publicaram uma carta aberta denunciando a impunidade do ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza. Elas afirmam que Bruno debocha da Justiça, pois permanece foragido mesmo após condenação e descumprimento de medidas judiciais. O documento é endereçado a autoridades dos três poderes, à sociedade e à imprensa, expressando dor e revolta diante da situação.
Bruno foi condenado em 2013 a mais de 20 anos de prisão por feminicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. No entanto, as autoras relatam que ele nunca teve sua liberdade totalmente restringida. Desde 2023, ele não foi localizado para assinar o termo de livramento condicional e, durante esse tempo, teria circulado livremente pelo país, participando de eventos sem a devida fiscalização.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
Um episódio particular causou grande indignação: em fevereiro deste ano, cinco dias após a progressão de regime, Bruno viajou sem autorização e participou de uma partida de futebol pelo Vasco-AC. As autoras da carta comparam a presença pública do ex-goleiro com a dor da família, que não pôde enterrar Eliza, e ressaltam a afronta que isso representa para as vítimas.
A carta também menciona a recusa de Bruno em reconhecer a paternidade e sua escassa contribuição financeira ao filho, Bruninho. As autoras questionam como um apenado pode ser tão facilmente não encontrado pela Justiça e fazem um apelo para que o sistema judiciário cumpra seu papel, cobrando investigação sobre as viagens não autorizadas e responsabilização por descumprimentos das regras impostas.