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Nikolas Ferreira critica declarações de Janja sobre misoginia e projeto de lei

O deputado Nikolas Ferreira se manifestou contra o projeto que tipifica a misoginia como crime e rebateu as declarações da primeira-dama sobre críticas a seus gastos. Em sua fala, o parlamentar afirmou que a proposta visa controlar a liberdade de expressão.
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O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, voltou a expressar sua oposição ao projeto de lei que tipifica a misoginia como crime. Em discurso realizado na terça-feira, 14, no plenário da Câmara dos Deputados, ele reagiu às declarações da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, que se manifestou sobre as críticas que recebe relacionadas aos seus gastos.

Durante seu pronunciamento, Nikolas ironizou a posição de Janja, que argumentou que o apelido de "gastadeira" se enquadra como um caso de misoginia. O deputado destacou: "Você não pode criticar os gastos da Janja, porque senão é misoginia. Você não pode criticar o projeto da misoginia, senão é misoginia".

Em sua análise, o parlamentar afirmou que o projeto não passa de uma narrativa que busca controlar o que as pessoas podem expressar. Ele reforçou seu compromisso em atuar ativamente para que a proposta não seja votada na Câmara. "Disse anteriormente que eu ia não somente votar, e votei, contra esse projeto. Irei e estou trabalhando para esse projeto não ser votado. Afinal de contas, isso é um desserviço para a sociedade brasileira", declarou.

A manifestação de Nikolas ocorre em resposta à afirmação de Janja, que, dois dias antes, classificou as críticas a seus gastos como "misoginia pura". Em uma entrevista ao UOL, a primeira-dama justificou que tais ataques são direcionados para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

As declarações de Janja surgiram em um contexto de questionamentos sobre suas viagens oficiais e a necessidade de maior transparência em suas atividades. O projeto de lei, que ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados, enfrenta resistência tanto de parlamentares da oposição quanto de bancadas cristãs, que pedem alterações antes que a proposta seja apreciada em plenário.

A proposta em questão inclui a misoginia na lista de crimes previstos pela Lei do Racismo e estabelece penas que variam de dois a cinco anos de prisão, além de multas. O parecer, elaborado por Tabata Amaral, prevê um aumento da pena quando a prática for cometida por indivíduos com grande influência pública ou que busquem vantagem econômica, audiência ou engajamento nas redes sociais.