Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest e divulgada nesta quarta-feira (15) indica que a maioria dos entrevistados tende a apoiar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em seus conflitos públicos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com os resultados, 42% dos participantes manifestaram apoio a Michelle, enquanto apenas 18% se posicionaram a favor de Flávio. Outros 22% afirmaram não apoiar nenhum dos lados envolvidos na disputa, 3% disseram apoiar ambos em parte e 15% não souberam ou não responderam.
Os entrevistados também foram questionados sobre a veracidade das declarações de Michelle a respeito de Flávio. Os dados revelaram que 31% dos participantes consideram suas afirmações totalmente verdadeiras, 27% as veem como parcialmente verdadeiras, 16% as julgam totalmente falsas, e 26% não souberam ou não responderam.
Outro aspecto analisado pela pesquisa foi a percepção sobre as motivações políticas de Michelle ao criticar Flávio. A maioria dos entrevistados acredita que suas ações visam interesses políticos, sendo que 34% apontaram o desejo de se candidatar à Presidência no lugar de Flávio como a principal motivação. Além disso, 25% consideraram que Michelle se opõe a alianças políticas que não concorda, enquanto 16% afirmaram que suas críticas são uma resposta a ataques e ofensas que ela diz ter sofrido. Apenas 4% atribuíram a sua postura a uma combinação de motivos, 2% mencionaram outras motivações, e 19% não souberam ou não responderam.
Apesar do cenário favorável para Michelle em termos de opinião pública, a pesquisa também revelou que a maioria dos entrevistados acredita que seu apoio não aumentará as chances de vitória de Flávio na corrida presidencial. Para 47%, a participação de Michelle na campanha de Flávio não contribui para seu sucesso, enquanto 38% acreditam que sua presença pode ser decisiva. Outros 15% não souberam ou não responderam a essa questão.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 10 e 13 de junho, com a participação de 2.004 pessoas de diversas regiões do Brasil. As entrevistas foram feitas pessoalmente com eleitores a partir de 16 anos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
