A inflação oficial do Brasil apresentou uma desaceleração em junho, registrando uma variação de 0,16%. Essa queda é atribuída principalmente à diminuição nos preços de alimentos e bebidas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou uma redução de 0,42 ponto percentual se comparado ao mês anterior, que teve uma inflação de 0,58%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês de junho, o grupo de alimentos registrou uma queda de 0,24%, sendo essa a menor variação entre os nove segmentos analisados. Em maio, a variação de alimentos e bebidas havia sido de 1,33%. Essa diminuição nos preços foi sentida pelos consumidores, especialmente no café moído, que caiu 3,72%, nas frutas, que apresentaram uma queda de 1,58%, e nas carnes, com redução de 0,64%. No entanto, alguns itens, como o feijão-carioca e a batata-inglesa, tiveram altas de 8,31% e 3,57%, respectivamente.
A alimentação fora do domicílio também experimentou uma desaceleração, passando de 0,49% em maio para 0,15% em junho. Dentro desse grupo, o lanche teve uma variação que caiu de 0,49% para 0,13%, enquanto a refeição passou de 0,51% para 0,15%.
Em termos acumulados, a inflação nos últimos 12 meses chegou a 4,64%, 0,14% acima do teto da meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 3%, com uma margem de erro de 1,5% para mais ou para menos. Em junho de 2025, o indicador apresentou uma variação de 0,24%.
O cálculo do IPCA é realizado com base em nove grupos econômicos, e em junho, sete deles registraram inflação. O grupo Habitação teve a maior variação, com 0,63%, embora tenha apresentado um recuo em relação ao mês anterior, que foi de 1,22%. Essa queda se deve, em parte, à redução na energia elétrica residencial, que passou de 3,67% para 1,53%.
As despesas pessoais foram o segundo grupo com maior variação, destacando-se os serviços de empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).
